segunda-feira, 12 de maio de 2014

Reeducação Alimentar - porque nosso corpo é nosso templo!

Queridos, tudo bem com vocês?
Passaram bem o dia das mães? Espero que sim!
Jacaram absurdamente no almoço de ontem? Espero que não!

Já que segunda-feira é o dia mundial para começar uma dieta, ainda mais depois do almoço do dia das mães, resolvi fazer o post de hoje sobre o método mais eficaz que existe para emagrecer com saúde: a reeducação alimentar.

Vou contar como foi a minha experiência com a reeducação alimentar para vocês entenderem como funciona o processo e perceberem que as dietas malucas não adiantam. O que precisa haver é mudança de hábitos.

Nunca fui uma pessoa sedentária. Como já disse no post sobre a corrida, pratico atividade física desde os 3 anos de idade, mais ou menos, e nunca fiquei parada. O problema é que metade da minha família é armênia e outra metade, italiana, o que significa comida em abundância. Meus pais sempre se preocuparam com a qualidade dos alimentos consumidos em casa, então nunca utilizamos óleo, só azeite; frituras eram (e são ainda) ao máximo evitadas; sempre há frutas frescas para sobremesa e salada em todas as refeições.
O meu problema era que, além de fazer a minha refeição abundante em carboidratos e sem qualquer tipo de vitamina (frutas, verduras e salada), a minha sobremesa eram chocolates, bolachas recheadas, bolos, tortas, etc. consumidos sem limite. Uma barra inteira de chocolate por dia, um pacote todo de passatempo, dois ou três pedaços de bolo. Obviamente, o inevitável aconteceu: comecei a engordar.

Em 2008, quando eu tinha 16 anos e pesava 72 kg em 1,70m, resolvi procurar ajuda. A academia não estava dando conta de queimar tudo o que eu consumia. Graças a Deus, a minha saúde não chegou a ser prejudicada, mas só porque decidi mudar de vida a tempo.

Na minha primeira consulta com a minha nutricionista, a Dra. Alessandra, ela me perguntou: "para você, o que é emagrecer com saúde?". E eu não soube responder. Para mim, uma pessoa magra era aquela que, quando subia na balança, aparecia um número baixo. Mas não é isso. Emagrecer com saúde significa diminuir o percentual de gordura corporal e aumentar a massa muscular do organismo, o que traz inúmeros benefícios à saúde. Dessa forma, aprendi que não se deve ficar preso ao número que aparece na balança.
Claro, quem não gosta de se pesar e verificar que perdeu alguns quilinhos? Todos nós! No entanto, precisamos ficar atentos: essa perda foi de gordura ou de massa magra? Se for gordura, ótimo! Se for massa magra, reveja as suas atitudes.

Enfim, a Dra. Alessandra me pesou e, com um aparelho especial, fez a medição de quanto de massa magra, gordura e água havia no meu corpo, ou seja, antes de me prescrever qualquer medida, averiguou a minha composição corporal. De 72 kg, 54 kg eram massa magra, o que era um fator bom, mas o meu percentual de gordura estava elevado: 27,7%. O meu IMC estava no piso do sobrepeso e isso me assustou muito.

A primeira coisa que tive que fazer foi anotar tudo o que eu comia, a quantidade exata e o horário, durante uma semana, para levar na próxima consulta, como se eu nunca tivesse ido à nutricionista. Colocar no papel fez cair a minha ficha mais ainda e tudo o que eu mais queria era mudar. Definitivamente. Não queria mais pedir a roupa um número maior na loja, não queria mais me olhar no espelho e me sentir gorda, feia. Não queria mais ouvir das outras pessoas que eu era tão bonita, só precisava emagrecer um pouco.

Na consulta seguinte, após analisar o meu relatório, a Dra. me orientou da seguinte forma: 60% do meu prato deveria ser composto por vitaminas (frutas, verduras, folhas, legumes); 30%, proteínas; 9%, carboidratos; 1%, gordura, já que o objetivo era diminuir o percentual de gordura corporal. Além disso, eu devia fazer 6 refeições diárias (café-da-manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia) e consumir 6 porções de fruta por dia (uma porção de fruta equivale a uma maçã ou ao que cabe dentro de uma xícara de chá).

No mesmo dia, comecei a seguir essa estrutura e entrei de cabeça. Comecei a consumir aqueles alimentos que não comia antes, fiquei mais regrada e fui mudando meus hábitos alimentares. No meio do caminho, apareceram algumas neuras e ela foi super compreensiva comigo, e até aconselhou acompanhamento psicológico caso eu achasse necessário.

Aprendi a fazer as melhores escolhas dentro daquilo que tenho disponível. Por exemplo, não é porque vou jantar na churrascaria que vou pedir pizza de quatro queijos. Posso escolher a de rúcula com tomate seco que é muito gostosa e vai me fazer bem, atendendo às minhas necessidades nutricionais. Entendi, também, que nada é proibido se comido com moderação e se, de alguma forma, compensado depois.

Os resultados demoraram um pouco para surgir, mas minha mãe, principalmente, não me deixou desistir e me incentivou a continuar batalhando para eu me tornar a pessoa que eu queria ser.

Em dois anos, emagreci 13 kg e me mantenho assim até hoje! Mesmo não me consultando mais a Dra. Alessandra, continuo me alimentando da forma que aprendi com ela e funciona perfeitamente. Quando como "errado", meu organismo estranha e fico estufada ou com fome. 

A mudança de hábito é o método mais simples e eficaz para garantir resultados saudáveis e perpétuos. Palavra de Diva!

Boa noite amores,

Beijos!


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